Os Estados Unidos defenderam nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, rejeitando acusações de invasão militar, ocupação ou violação deliberada da soberania venezuelana. Segundo Washington, a ação teve caráter jurídico e policial, voltada ao cumprimento de mandados judiciais emitidos pela Justiça norte-americana.
A representação dos EUA na ONU afirmou que a operação não deve ser interpretada como um ato de guerra contra a Venezuela ou seu povo. De acordo com o discurso oficial, o objetivo foi deter um líder acusado de narcotráfico internacional, conspiração criminosa e narcoterrorismo, crimes que, segundo os norte-americanos, ultrapassam fronteiras nacionais e justificam uma resposta direta.
EUA dizem que Maduro não é presidente legítimo
Durante o debate, diplomatas norte-americanos reiteraram que Nicolás Maduro não é reconhecido pelos Estados Unidos como presidente legítimo da Venezuela, argumento central para sustentar a legalidade da ação. Washington sustenta que Maduro lidera um regime acusado de violações sistemáticas de direitos humanos e de cooperação com organizações criminosas transnacionais.
Autoridades dos EUA também destacaram que o venezuelano já responde formalmente a processos na Justiça federal de Nova York, onde compareceu ao tribunal após a captura. As acusações incluem tráfico de grandes quantidades de cocaína, lavagem de dinheiro e associação com grupos armados.
Narrativa oficial foca combate ao narcotráfico
A posição dos Estados Unidos enfatiza que a operação se insere na política global de combate ao narcotráfico e ao crime organizado, e não em uma tentativa de controle territorial da Venezuela. Representantes do governo americano afirmaram que não há planos de ocupação militar permanente nem intenção de atacar a população civil.
Apesar disso, declarações recentes do presidente norte-americano indicam que Washington pretende ter papel ativo no processo de transição política venezuelana, defendendo a formação de um governo alinhado a eleições consideradas livres e supervisionadas internacionalmente.
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Reação internacional amplia pressão diplomática
A defesa feita pelos EUA na ONU ocorre em meio a forte resistência diplomática de países como Rússia e China, que classificam a captura de Maduro como violação do direito internacional. Mesmo assim, Washington mantém a narrativa de que agiu dentro de um contexto excepcional, sustentado por acusações criminais e pela ausência de legitimidade democrática do governo venezuelano.
Especialistas avaliam que a posição norte-americana busca consolidar apoio entre aliados, ao mesmo tempo em que tenta evitar sanções ou resoluções condenatórias no Conselho de Segurança, onde o tema deve seguir em debate nos próximos dias.
