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Euforia bolsonarista diante da Venezuela preocupa governo brasileiro, diz Gleisi Hoffmann


Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais
Imagem: Gil Ferreira/SRI-PR Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais Imagem: Gil Ferreira/SRI-PR


A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou neste sábado (3) que a comemoração de políticos de direita diante da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, demonstra um risco de intervenção estrangeira no Brasil.


Segundo Gleisi, a euforia bolsonarista não se limita à Venezuela, mas revela um desejo de alinhamento a interesses externos, ameaçando a soberania nacional e a estabilidade democrática brasileira.



Críticas à oposição e líderes bolsonaristas


Gleisi citou especificamente líderes alinhados à extrema-direita, incluindo Ratinho Jr. (PSD), criticando o entusiasmo com a operação em Caracas. A ministra classificou a postura como “vergonhosa”, ressaltando que celebrar crises internacionais para ganho político ignora princípios de diplomacia e cooperação regional.



Soberania nacional e riscos de ingerência


Em suas declarações, Gleisi destacou que setores bolsonaristas já buscaram influenciar decisões internacionais para pressionar o Brasil, por meio de sanções econômicas e medidas legais estrangeiras. “Não se trata de defesa da democracia, mas de servilismo a interesses externos”, afirmou.


Especialistas em relações internacionais reforçam que a retórica da ministra busca alertar a população sobre riscos de ingerência estrangeira, reforçando o compromisso do governo brasileiro com a autonomia e a estabilidade da América do Sul.



Contexto político e polarização


O episódio ocorre em um momento de intensa polarização no país, com disputas sobre política externa, relações internacionais e estratégias de comunicação entre governo e oposição. Enquanto o governo enfatiza soberania e integridade democrática, a oposição tenta capitalizar eventos internacionais para reforçar narrativas sobre regimes autoritários na região.