A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou neste sábado (3) que a comemoração de políticos de direita diante da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, demonstra um risco de intervenção estrangeira no Brasil.
Segundo Gleisi, a euforia bolsonarista não se limita à Venezuela, mas revela um desejo de alinhamento a interesses externos, ameaçando a soberania nacional e a estabilidade democrática brasileira.
Críticas à oposição e líderes bolsonaristas
Gleisi citou especificamente líderes alinhados à extrema-direita, incluindo Ratinho Jr. (PSD), criticando o entusiasmo com a operação em Caracas. A ministra classificou a postura como “vergonhosa”, ressaltando que celebrar crises internacionais para ganho político ignora princípios de diplomacia e cooperação regional.
Soberania nacional e riscos de ingerência
Em suas declarações, Gleisi destacou que setores bolsonaristas já buscaram influenciar decisões internacionais para pressionar o Brasil, por meio de sanções econômicas e medidas legais estrangeiras. “Não se trata de defesa da democracia, mas de servilismo a interesses externos”, afirmou.
Especialistas em relações internacionais reforçam que a retórica da ministra busca alertar a população sobre riscos de ingerência estrangeira, reforçando o compromisso do governo brasileiro com a autonomia e a estabilidade da América do Sul.
Contexto político e polarização
O episódio ocorre em um momento de intensa polarização no país, com disputas sobre política externa, relações internacionais e estratégias de comunicação entre governo e oposição. Enquanto o governo enfatiza soberania e integridade democrática, a oposição tenta capitalizar eventos internacionais para reforçar narrativas sobre regimes autoritários na região.
