Ex-deputado Eduardo Bolsonaro se manifesta após cassação do mandato e ordem de retorno à Polícia Federal
Eduardo Bolsonaro se manifesta após perda de mandato
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (2) para comentar a perda de seu mandato e a determinação de retorno às atividades como policial federal, cargo para o qual foi aprovado em concurso público em 2010. No pronunciamento, ele classificou a decisão como parte de uma perseguição política e judicial.
Cassação do mandato: críticas à Mesa Diretora
Segundo Eduardo Bolsonaro, a cassação de seu mandato ocorreu no dia 18 de dezembro, oficialmente pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, sem que o plenário tivesse deliberado sobre o caso. No dia seguinte, o Diário Oficial da União publicou o ato que confirmou a perda do mandato e determinou o retorno imediato à Polícia Federal.
Acusações de “perseguição política” e comparações com outros casos
No vídeo, Eduardo Bolsonaro criticou o que chamou de “preciosismo” do Estado em seu caso, contrastando com a atuação das autoridades no combate a crimes como tráfico de drogas, homicídios e corrupção. Ele ainda comparou sua situação à de outros ex-presidentes, mencionando Jair Bolsonaro e Fernando Collor, e afirmou que o país vive um cenário de “anormalidade democrática”.
Retorno à Polícia Federal e defesa de direitos funcionais
O ex-deputado declarou que não abrirá mão de seu cargo na Polícia Federal e pretende manter seus direitos funcionais, incluindo aposentadoria, porte de arma institucional e vínculo com a corporação. Ele direcionou críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo Lula, e reforçou que suas declarações têm o objetivo de registrar os fatos para a imprensa e a opinião pública.
Repercussão nas redes sociais
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A publicação nas redes sociais gerou ampla repercussão, com apoiadores reforçando o discurso de perseguição política, enquanto críticos questionaram as declarações e defenderam a legalidade das decisões institucionais. O caso continua movimentando debates sobre os limites das decisões administrativas, o papel da Mesa Diretora da Câmara e o impacto das disputas entre Poderes no cenário político nacional.
