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Maior acordo entre blocos do mundo: Alckmin destaca impacto econômico do Mercosul-União Europeia

Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor ainda este ano, fortalece o multilateralismo e deve ampliar investimentos e empregos, diz Alckmin.Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor ainda este ano, fortalece o multilateralismo e deve ampliar investimentos e empregos, diz Alckmin.

 

Acordo Mercosul-União Europeia é marco histórico para o comércio internacional, diz Alckmin


O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco histórico para o comércio internacional e para a economia brasileira. Segundo ele, o tratado cria o maior acordo entre blocos econômicos do mundo e pode entrar em vigor ainda este ano.


Alckmin destacou que a União Europeia é um parceiro estratégico do Brasil. Em 2023, a corrente de comércio entre Brasil e União Europeia atingiu o recorde de US$ 100,1 bilhões, somando exportações e importações. O bloco europeu ocupa atualmente a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e à frente dos Estados Unidos.



União Europeia é destino estratégico das exportações brasileiras


Durante a entrevista, Alckmin ressaltou que a União Europeia é o segundo maior destino das exportações da indústria de transformação brasileira. No último ano, esse segmento exportou US$ 23,6 bilhões para o bloco europeu.


Os dados mostram que as exportações da indústria de transformação para a União Europeia cresceram 5,4%, acima da média global de 3,8%, indicando maior competitividade dos produtos industriais brasileiros no mercado europeu.


Além disso, o bloco europeu foi o primeiro ou segundo principal destino das exportações de 22 dos 27 estados brasileiros, evidenciando a relevância do acordo para praticamente todo o país.




Empregos, investimentos e comércio com regras


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Segundo Alckmin, o acordo fortalece o multilateralismo, promove o comércio com regras claras e amplia a previsibilidade jurídica, fatores que tendem a estimular investimentos bilaterais.


A expectativa é de aumento de investimentos europeus no Brasil e no Mercosul, assim como de investimentos brasileiros nos 27 países da União Europeia. Atualmente, cerca de 30% das quase 9 mil empresas exportadoras brasileiras vendem para o mercado europeu, gerando mais de 3 milhões de empregos.


“O acordo promove emprego, investimento e fortalece o multilateralismo”, afirmou o vice-presidente.



Sustentabilidade e combate às mudanças climáticas


Outro ponto central destacado por Alckmin é o compromisso ambiental assumido pelo Brasil no âmbito do acordo. O país reforçou metas como o desmatamento ilegal zero, a recomposição de florestas tropicais e a redução das emissões de gases de efeito estufa.


O vice-presidente ressaltou que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com quase 80% da geração elétrica proveniente de fontes renováveis, além do uso ampliado de biocombustíveis, como etanol e biodiesel.



Assinatura do acordo e expectativa de vigência


De acordo com Alckmin, o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado nos próximos dias, possivelmente no Paraguai, que atualmente exerce a presidência do Mercosul.


Após a assinatura, o tratado precisará ser internalizado pelos parlamentos nacionais. No caso do Brasil, a aprovação pelo Congresso Nacional pode ocorrer ainda no primeiro semestre, o que permitiria a entrada em vigor do acordo ainda este ano, mesmo sem a ratificação simultânea de todos os países do Mercosul.



Acordo Mercosul-UE em um cenário global de instabilidade


Para Alckmin, o acordo ganha ainda mais relevância em um contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, conflitos e tendências protecionistas. Segundo ele, o tratado demonstra que o diálogo e a negociação são caminhos viáveis para o crescimento econômico global.


“O acordo mostra que é possível avançar com abertura comercial, cooperação internacional e fortalecimento do multilateralismo”, concluiu.