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Ministro Fernando Haddad diz que Lula é peça-chave para o Brasil enfrentar nova ordem mundial

Captura de iamgem Ministro Fernando HaddadLula é “insubstituível” para enfrentar nova geopolítica, diz Fernando Haddad em entrevista




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma liderança “meio insubstituível” quando o assunto é posicionar o Brasil diante da nova geopolítica internacional. A declaração foi feita em entrevista ao portal UOL, ao comentar a possibilidade de ajudar na construção de um eventual programa de governo para um possível “Lula 4”.


Segundo Haddad, o Brasil vive um momento em que precisa decidir qual será sua pauta de desenvolvimento em um mundo cada vez mais marcado por disputas entre grandes potências, mudanças nas alianças globais e tensões econômicas e militares.


Lula e o papel do Brasil no mundo


Para Fernando Haddad, Lula se diferencia de seus adversários por ter uma visão mais ampla do cenário internacional. Ele afirmou que parte da oposição ainda defende uma agenda considerada limitada, baseada principalmente em privatizações e congelamento do salário mínimo, o que não seria suficiente para enfrentar os desafios globais.


Na entrevista, Haddad disse que Lula tem buscado entender o que está acontecendo no mundo e abrir novas frentes de diálogo, especialmente com a União Europeia, mas também com outros parceiros estratégicos.


Essa postura estaria ligada à defesa do multilateralismo. A ideia é que o Brasil mantenha relações com diferentes blocos e países, sem se submeter automaticamente a nenhum deles, preservando sua soberania.


Soberania e desenvolvimento como eixos centrais


Haddad afirmou que soberania será um dos pontos centrais de uma futura campanha, mas sempre conectada ao desenvolvimento. Para ele, não basta falar em independência política se o país não tiver um projeto econômico capaz de gerar crescimento, empregos e inovação.


Nesse sentido, Lula teria condições de oferecer uma resposta mais consistente sobre como o Brasil pode se inserir na nova ordem global, enquanto, segundo Haddad, a oposição não apresenta um projeto nacional e internacional claro.


Brasil mais preparado para crises globais


Outro ponto citado por Fernando Haddad na entrevista é a situação econômica do Brasil diante de possíveis crises internacionais. Ele destacou que o país é credor líquido internacional e possui mais de 350 bilhões em reservas, que vêm sendo diversificadas para aumentar a segurança econômica.


Haddad afirmou que o governo tem buscado ampliar parcerias, integrar cadeias produtivas e investir em áreas estratégicas como tecnologia, biocombustíveis e terras raras, para que o Brasil deixe de ser apenas exportador de commodities.


Ideias, política e interesse público


Ao falar de política, Fernando Haddad defendeu que boas ideias têm força concreta para mobilizar a sociedade. Ele citou como exemplo a aprovação da isenção do imposto de renda para as faixas mais baixas, compensada pela taxação dos mais ricos, que conseguiu apoio amplo no Congresso.


Para Haddad, a política precisa transformar ideias populares em propostas viáveis. E é nesse ponto que, segundo sua avaliação, Lula se destaca: por conseguir unir visão estratégica, diálogo internacional e compromisso com o desenvolvimento social.