Pesquisa revela cenário consolidado e disputas internas na corrida eleitoral do Paraná em 2026
Levantamento da Paraná Pesquisas aponta liderança de Sérgio Moro ao governo, indefinições no PSD e forte recall de Álvaro Dias na disputa pelo Senado.
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A primeira pesquisa eleitoral de 2026 sobre a corrida pelo Governo do Paraná e pelo Senado Federal confirma um cenário que vinha se desenhando ao longo de 2025: o senador Sérgio Moro (União Brasil) aparece na liderança em todos os cenários testados para o Executivo estadual, enquanto o Senado mostra uma disputa marcada pelo forte recall político do ex-senador Álvaro Dias (MDB).
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de janeiro, ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios, tem 95% de grau de confiança e margem de erro de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-08451-2026.
📊 Governo do Paraná: liderança de Sérgio Moro e disputa interna no PSD
Três cenários estimulados de primeiro turno foram apresentados aos eleitores. No primeiro deles, Sérgio Moro lidera com 41,6%, seguido por Álvaro Dias (19,7%) e Requião Filho (19,5%). O secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), aparece com 5,7%.
No segundo cenário, o nome testado pelo PSD é o do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Cury, que alcança 10,6%, enquanto Moro mantém a liderança com 40%. Álvaro Dias e Requião Filho seguem tecnicamente empatados, ambos próximos de 18%.
O terceiro cenário inclui o ex-prefeito de Curitiba e atual secretário estadual, Rafael Greca. Nesse recorte, Moro aparece com 37,8%, enquanto Álvaro Dias e Greca empatam com 17,5%.
Os números indicam que, internamente, Rafael Greca lidera a disputa no PSD, seguido por Alexandre Cury e, mais distante, Guto Silva.
🔁 Segundo turno: Moro vence em todos os cenários testados
A pesquisa também simulou cinco cenários de segundo turno. Em todos eles, Sérgio Moro aparece à frente:
- Moro x Álvaro Dias: 51% a 37,3%
- Moro x Alexandre Cury: 56% a 28,2%
- Moro x Requião Filho: 55,9% a 33,4%
- Moro x Guto Silva: 61,5% a 20,7%
- Moro x Rafael Greca: 52% a 34,8%
Os dados mostram uma vantagem consistente do senador em eventuais disputas diretas, reforçando sua posição como principal nome do momento na corrida ao Palácio Iguaçu.
🚫 Rejeição e voto espontâneo revelam eleitor ainda distante da eleição
No índice de rejeição, Requião Filho aparece como o mais rejeitado, com 30,2%, seguido por Sérgio Moro (20,2%) e Álvaro Dias (16,8%).
Já na pesquisa espontânea — quando nenhum nome é apresentado ao eleitor — 74,2% afirmaram não saber ou não opinaram sobre o voto para governador. O dado indica que, apesar dos números consolidados nos cenários estimulados, a eleição ainda não entrou de forma decisiva no cotidiano da maioria dos paranaenses.
🏛️ Senado: Álvaro Dias lidera e disputa segue aberta
Para o Senado Federal, onde estarão em jogo duas vagas, Álvaro Dias lidera em todos os cenários testados. Em uma das simulações, ele aparece com 47,5%, seguido por Alexandre Cury (36,2%), Cristina Graeml (26%) e Felipe Barros (23%).
Em outro cenário, Álvaro Dias chega a 52,2%, ampliando a vantagem. O desempenho reforça o forte vínculo do ex-senador com o cargo, resultado de mais de três décadas de atuação no Congresso Nacional.
Assim como no governo, o voto espontâneo ao Senado também mostra um eleitorado distante do debate: 82,5% não souberam indicar um nome.
📈 Avaliação do governo Ratinho Junior influencia cenário
A pesquisa também avaliou a gestão do governador Ratinho Junior. O resultado é expressivo: 74,8% consideram o governo bom ou ótimo, e 85,5% aprovam a administração estadual.
Os índices elevados ajudam a explicar a disputa intensa dentro da base governista e o peso da decisão do governador sobre quem será o candidato do grupo ao Palácio Iguaçu.
🔎 Um cenário definido nos números, mas ainda aberto na política
Apesar da liderança clara de Sérgio Moro e do bom desempenho de Álvaro Dias no Senado, a pesquisa mostra que o cenário eleitoral de 2026 no Paraná ainda depende de definições partidárias, alianças e do início efetivo da campanha.
Com alto índice de eleitores indecisos e disputas internas relevantes, especialmente no PSD e na composição das chapas ao Senado, os próximos meses serão decisivos para consolidar — ou alterar — o panorama revelado por esta primeira sondagem do ano eleitoral.
