EUA e Israel Ameaçam Redesenhar o Oriente Médio com Ataques ao Irã: Trump Justifica Ação como Defesa do Povo Americano
Trump confirma ataque ao Irã e inicia ofensiva com Israel: EUA dizem agir para “defender o povo americano”Em uma das escaladas militares mais significativas no Oriente Médio em décadas, os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques coordenados contra o Irã neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, marcando o início de um conflito que pode reverberar muito além da região. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ofensiva em um pronunciamento gravado e divulgado em suas redes sociais, afirmando que a ação tinha como objetivo principal “defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”.
Os golpes militares — descritos pela Casa Branca como “grandes operações de combate” — atingiram múltiplos alvos em território iraniano, inclusive instalações militares e centros ligados ao desenvolvimento de mísseis e infraestrutura bélica. Diferentemente de ações anteriores, que muitas vezes ocorreram sob cobertura ou à noite, esta ofensiva aconteceu em plena luz do dia, enquanto milhões de iranianos iniciavam suas rotinas de trabalho e estudo.
Trump: “Operação Epic Fury”
No vídeo de aproximadamente oito minutos publicado no Truth Social — a plataforma usada por Trump para comunicação direta — o presidente americano confirmou o início da operação, que o Pentágono referiu como “Epic Fury” (Fúria Épica) por sua escala e intensidade.
- O desenvolvimento de um programa nuclear e de mísseis de longo alcance por parte do Irã.
- A longa trajetória de confrontos e tensões entre os dois países e grupos aliados.
No discurso, Trump foi incisivo: “Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, disse ele em referência direta ao que chama de um longo histórico de hostilidades.
“Raze their missile industry to the ground”
Na mensagem, o presidente também explicou que a ofensiva americana pretende destruir o programa de mísseis iraniano e neutralizar sua marinha, garantindo que o país não consiga reconstruir capacidades bélicas que possam ameaçar seus adversários no futuro.
“Estamos indo destruir seus mísseis e arrasar a indústria de mísseis até o chão”, disse Trump no vídeo. Ele também afirmou que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” sob sua administração.
Apelo Direto ao Povo Iraniano
Um dos trechos mais incomuns do pronunciamento foi quando Trump se dirigiu diretamente à população do Irã, pedindo que os civis ficassem abrigados e, quando o conflito chegasse ao fim, tomassem o controle de seu governo.
Trump disse que esta poderia ser “provavelmente a única chance por gerações” para que os iranianos mudem a estrutura política dominada pelo clero e pela Guarda Revolucionária.
Reações Imediatas em Teerã e outras Cidades
O impacto dos ataques foi sentido de forma imediata dentro do Irã. Testemunhas reportaram explosões e nuvens de fumaça sobre áreas urbanas, incluindo a capital, Teerã, onde estradas ficaram congestionadas com pessoas tentando buscar segurança ou fugir das zonas atingidas.
Longas filas também foram vistas em postos de gasolina e instituições financeiras, enquanto muitos temiam uma possível interrupção dos serviços públicos, incluindo energia e comunicações.
Retaliação e Repercussões Regionais
De acordo com as primeiras informações disponíveis, o Irã já respondeu aos ataques com bombardeios contra bases americanas em vários países do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait.
Um incidente de grande repercussão foi a morte de uma pessoa em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, em decorrência de destroços.
O Papel de Israel na Ofensiva
Ao lado dos Estados Unidos, Israel também participou ativamente da ofensiva, com ataques que atingiram alvos estratégicos dentro do Irã.
Críticas e Ceticismo Sobre os Objetivos Estratégicos
Apesar do discurso presidencial, analistas políticos e especialistas em segurança internacional manifestaram ceticismo em relação à clareza dos objetivos estratégicos de longo prazo dos EUA.
Contexto Histórico e Justificativas Anteriores
A relação entre os Estados Unidos e o Irã tem sido uma das mais tensas do sistema internacional desde a Revolução Islâmica de 1979.
Riscos e Possíveis Desdobramentos
O risco de uma guerra prolongada é real. Trump mesmo reconheceu que Americanos e soldados aliados podem sofrer baixas ao longo da campanha.
Reações Internacionais
Embora ainda muito recente, a ofensiva já provocou reações globais. Alguns países aliados dos EUA afirmaram entender as preocupações de Washington, ao passo que outras nações pedem cautela e enfatizam a necessidade de negociações diplomáticas.