Pular para o conteúdo principal

Gleisi acusa presidente da CPMI de “golpe” em votação sobre quebra de sigilo de Lulinha

Gleisi Hoffmann (Foto: Flickr/SRI)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira (26) que o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS “aplicou um golpe” durante a votação que aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A declaração foi dada após a sessão da comissão, que terminou em meio a protestos e embates entre parlamentares da base governista e da oposição.

O que Gleisi declarou

“Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos, fez votação simbólica e anunciou o resultado. Vamos recorrer disso.”

Segundo a ministra, a base aliada tinha maioria no momento da deliberação e a votação deveria ter sido nominal, com registro individual dos votos.

Ela também afirmou que o governo irá recorrer da decisão dentro das instâncias do Congresso Nacional.

O que foi votado na comissão

A CPMI do INSS analisa suspeitas de irregularidades envolvendo descontos e fraudes em benefícios previdenciários. Entre os requerimentos apreciados na sessão estava o pedido de:

  • Quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva
  • Quebra de sigilo fiscal no período determinado pelos parlamentares

A votação ocorreu de forma simbólica, procedimento previsto no regimento das comissões parlamentares. Nesse modelo, não há chamada nominal, e os parlamentares manifestam oposição de forma visual.

A condução da sessão foi feita pelo presidente da CPMI, que declarou o requerimento aprovado.

Reação e contestação

Após o anúncio do resultado, parlamentares governistas contestaram a condução da votação. A base argumenta que não houve contagem adequada dos votos contrários.

O governo deve apresentar recurso interno e avaliar medidas regimentais para tentar reverter a decisão.

O que acontece agora

A decisão pode gerar novos desdobramentos políticos e regimentais dentro do Congresso. O episódio amplia a tensão na CPMI do INSS e reforça o clima de polarização nos trabalhos da comissão.