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Brasil não é autossuficiente e importa até 25% do diesel, dizem dados da ANP

Mesmo sendo grande produtor de petróleo, país ainda importa cerca de 25% do diesel consumido, segundo a ANP

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Brasil ainda importa cerca de 25% do diesel consumido. Dados oficiais mostram dependência externa mesmo com alta produção de petróleo. Brasil ainda importa cerca de 25% do diesel consumido. Dados oficiais mostram dependência externa mesmo com alta produção de petróleo.

O Brasil ainda não é autossuficiente na produção de diesel e depende de importações para atender a demanda interna. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que aproximadamente 20% a 25% do diesel consumido no país vem do exterior.

A informação reforça declarações de especialistas do setor, incluindo ex-dirigentes do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que apontam uma dependência estrutural do combustível, essencial para o transporte de cargas e a economia nacional.

Produção de petróleo não garante autossuficiência

Apesar de o Brasil figurar entre os maiores produtores de petróleo do mundo, a limitação está na capacidade de refino. Grande parte do petróleo extraído é exportada na forma bruta, enquanto o país precisa importar derivados já refinados, como o diesel.

Em 2025, o volume de importação de diesel atingiu níveis recordes, ultrapassando bilhões de litros, evidenciando a necessidade de complementar o abastecimento interno.

Risco externo e impacto nos preços

A dependência internacional expõe o Brasil a oscilações no mercado global, como variações no preço do petróleo, crises geopolíticas e mudanças cambiais.

Isso impacta diretamente o custo do combustível no país, refletindo no transporte, na inflação e no preço dos alimentos.

Dependência deve continuar

Especialistas do setor energético apontam que, sem novos investimentos robustos em refinarias, o Brasil deve continuar dependente da importação de diesel nos próximos anos.

O cenário reforça a importância de políticas energéticas voltadas à expansão da capacidade de refino e à redução da vulnerabilidade externa.

Fonte: Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dados do setor energético