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Deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) critica possível venda da Celepar e alerta para riscos à soberania digital

Ana Júlia Ribeiro (PT) alerta que venda da Celepar pode comprometer o controle de dados sensíveis de milhões de paranaenses.Ana Júlia Ribeiro (PT) critica possível privatização da Celepar e pede debate sobre proteção dos dados dos paranaenses.

A discussão sobre a possível privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) voltou a ganhar destaque na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro manifestou preocupação com o tema e afirmou que a venda da empresa envolve questões estratégicas relacionadas à proteção de dados e à soberania digital do Estado.


Segundo a parlamentar, a venda da Celepar não pode ser tratada com pressa ou de forma superficial. Em manifestação divulgada nas redes sociais, ela destacou que a empresa é responsável por armazenar e operar dados sensíveis de milhões de paranaenses, incluindo informações nas áreas de saúde, educação, segurança pública, finanças e trânsito.


De acordo com a deputada, a privatização poderia significar a perda do controle exclusivo do Estado sobre essas informações. Para ela, essa mudança levanta questionamentos importantes sobre a segurança e a gestão de dados públicos.


“A venda da Celepar implica principalmente na perda da exclusividade do Estado em relação aos dados dos paranaenses.”

Dados como questão estratégica no século XXI

Durante sua manifestação, Ana Júlia Ribeiro também ampliou o debate para o papel dos dados na sociedade contemporânea. Na avaliação da deputada, a discussão sobre tecnologia e informação se tornou uma das principais questões políticas e econômicas do século XXI.


Ela destacou que o controle sobre dados públicos está diretamente ligado ao conceito de soberania digital, que envolve a capacidade do Estado de proteger informações estratégicas da população.


A parlamentar também citou preocupações com o uso de algoritmos nas redes sociais e com práticas adotadas por grandes empresas de tecnologia. Segundo ela, há casos em que dados são utilizados para direcionar consumo, influenciar comportamentos ou até interferir em debates políticos.


Além disso, mencionou problemas relacionados ao uso indevido de informações pessoais e à disseminação de conteúdos que podem incentivar violência ou manipular a opinião pública.


Empresa pública e estratégica

Outro ponto levantado pela deputada é o fato de a Celepar ser uma empresa pública considerada estratégica para a infraestrutura tecnológica do Estado.


Segundo Ana Júlia Ribeiro, a companhia não apenas desempenha um papel central na gestão de sistemas digitais do governo, mas também possui servidores especializados e capacidade técnica consolidada.


Para ela, manter uma empresa pública com essa estrutura é fundamental para garantir autonomia tecnológica ao Paraná.


Crítica à condução do debate

A deputada também criticou a forma como o tema estaria sendo conduzido pelo governo estadual, liderado pelo governador Ratinho Junior.


Segundo a parlamentar, há uma tentativa de acelerar o processo de discussão sobre a privatização da Celepar na Assembleia Legislativa, o que, em sua avaliação, reduz o espaço para um debate mais aprofundado.


Para Ana Júlia Ribeiro, a venda de uma empresa responsável por gerenciar dados de milhões de cidadãos exige transparência e participação pública.


“A proteção dos dados dos paranaenses precisa estar acima de qualquer interesse de venda do patrimônio público.”

Debate continua na Assembleia


A proposta envolvendo o futuro da Celepar ainda gera divergências entre parlamentares e diferentes setores da sociedade. Enquanto o governo estadual defende mudanças na estrutura da empresa, críticos apontam riscos relacionados à segurança digital, à privacidade dos cidadãos e à gestão de serviços públicos.


Com isso, o tema deve continuar sendo discutido nas próximas sessões da Assembleia Legislativa do Paraná.