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Erika Hilton pede investigação contra Ratinho por fala transfóbica

Erika Hilton pede investigação contra Ratinho por falas transfóbicas

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) entrou com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho, após falas consideradas transfóbicas durante seu programa no SBT, exibido na noite de 11 de março de 2026.

Erika Hilton pede investigação contra Ratinho após falas consideradas transfóbicas em seu programa no SBT
Erika Hilton pede investigação contra Ratinho após falas consideradas transfóbicas em seu programa no SBT

O que aconteceu

Durante o programa, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ele questionou o fato de a comissão ser liderada por uma mulher trans, citando diretamente a identidade de gênero da deputada.

Algumas das declarações que geraram críticas foram:

  • “Ela não é mulher, ela é trans”;
  • “Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”;
  • “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”

Especialistas em direitos humanos consideram que essas falas configuram negação da identidade de gênero e podem ser interpretadas como crime de ódio contra pessoas trans.

Pedido de investigação

No dia 12 de março, Erika Hilton protocolou o pedido no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP. Ela solicita:

  • Abertura de inquérito policial contra Ratinho;
  • Eventual prisão do apresentador, que, se condenado, pode cumprir até 6 anos de prisão.

No documento, a deputada argumenta que as declarações visam negar sua condição feminina e excluir mulheres trans de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.

Contexto da eleição

Erika Hilton foi eleita presidente da comissão em um processo que enfrentou resistência do Centrão e da direita, que tentaram nos bastidores impedir sua escolha. A vitória marcou a primeira vez que uma mulher trans lidera a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Repercussão

As declarações de Ratinho geraram repercussão nacional. Parlamentares, ativistas e internautas classificaram as falas como transfóbicas e preconceituosas. A ação da deputada junto ao MP-SP reforça o debate sobre o respeito à identidade de gênero e a importância de combater discursos de ódio em veículos de comunicação de grande alcance.