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STF realiza novo sorteio após Toffoli se declarar suspeito, e Cristiano Zanin assume caso da CPI do Banco Master

Com a redistribuição, o ministro Cristiano Zanin passou a ser o novo relator da ação.Com a redistribuição, o ministro Cristiano Zanin passou a ser o novo relator da ação.
Atualizado em 11 de março de 2026 | Política e Justiça

Mudança ocorreu após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito para relatar o processo que discute a possível criação de uma comissão parlamentar de investigação.

Uma mudança importante ocorreu no andamento de um processo que envolve o pedido de criação de uma comissão parlamentar de investigação sobre o Banco Master. Nesta quarta-feira (11), o processo precisou ser redistribuído no Supremo Tribunal Federal após o ministro Dias Toffoli decidir se declarar suspeito para relatar o caso.

A decisão levou à realização de um novo sorteio eletrônico no tribunal, mecanismo utilizado para garantir a imparcialidade na distribuição de processos entre os ministros da Corte. Com a redistribuição, o ministro Cristiano Zanin passou a ser o novo relator da ação.

O caso ganhou grande repercussão política e jurídica por envolver a possível instalação da chamada CPI do Banco Master.

O que é a ação analisada no STF

A ação que chegou ao Supremo é um mandado de segurança apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg.

No documento enviado ao tribunal, o parlamentar pede que o STF determine que a Câmara dos Deputados analise formalmente o pedido de criação da chamada CPI do Banco Master.

No Congresso Nacional, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito exige o cumprimento de alguns requisitos legais, entre eles:

  • número mínimo de assinaturas de parlamentares;
  • definição de fato determinado a ser investigado;
  • prazo de funcionamento da comissão.

Quando esses critérios são atendidos, existe entendimento jurídico de que o presidente da Câmara não poderia impedir a instalação da CPI sem justificativa formal. O mandado de segurança apresentado ao STF tenta justamente obrigar a análise do requerimento.

Por que o ministro Dias Toffoli deixou o caso

Inicialmente, o processo havia sido distribuído por sorteio ao ministro Dias Toffoli. No entanto, ao analisar o caso, o magistrado decidiu se declarar suspeito para conduzir a relatoria.

No despacho em que anunciou sua decisão, Toffoli afirmou que não havia impedimento legal formal, mas explicou que optou por se afastar do processo por motivo de "foro íntimo".

No sistema jurídico brasileiro, a declaração de suspeição por foro íntimo ocorre quando um juiz ou ministro entende que, por razões pessoais ou circunstâncias específicas, é mais adequado não participar do julgamento para preservar a confiança no processo.

Como funciona a redistribuição de processos no STF

Quando um ministro do Supremo Tribunal Federal se declara impedido ou suspeito, o processo retorna automaticamente à presidência da Corte.

A partir desse momento ocorre:

  • retorno do processo à presidência do STF;
  • realização de um novo sorteio eletrônico;
  • redistribuição automática entre os ministros aptos a relatar o caso.

Esse sistema busca impedir interferências na escolha do relator, garantindo que a distribuição ocorra de forma aleatória e transparente.

Cristiano Zanin assume a relatoria

Após o novo sorteio realizado pelo tribunal, o processo passou para a relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Zanin agora será responsável por conduzir todas as etapas do caso dentro do Supremo, o que inclui analisar o pedido do mandado de segurança, avaliar possíveis medidas liminares e preparar o processo para eventual julgamento.

Dependendo da análise do relator, o caso pode ter diferentes caminhos, como decisão individual, julgamento em uma das turmas do STF ou envio ao plenário da Corte.

O contexto da polêmica envolvendo o Banco Master

A discussão sobre a CPI está ligada a controvérsias envolvendo o Banco Master e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.

O tema ganhou ainda mais repercussão após informações de investigações indicarem que a Polícia Federal encontrou mensagens no celular do banqueiro que mencionariam o ministro Dias Toffoli.

Essas conversas levantaram questionamentos sobre uma possível proximidade entre o magistrado e o empresário.

Toffoli negou qualquer irregularidade e afirmou que as interpretações feitas a partir das mensagens seriam apenas ilações. Mesmo assim, decidiu deixar a relatoria para evitar questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento.

O que está em jogo com a CPI do Banco Master

A possível criação de uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso tem potencial para ampliar a investigação sobre o caso.

Uma CPI possui poderes relevantes dentro do sistema político brasileiro, como convocar testemunhas, requisitar documentos e produzir relatórios que podem resultar em encaminhamentos ao Ministério Público.

Por esse motivo, disputas sobre a instalação de CPIs costumam gerar forte tensão política e jurídica no país.

Resumo do caso

  • O processo discute a criação da CPI do Banco Master.
  • Dias Toffoli havia sido sorteado inicialmente como relator.
  • O ministro se declarou suspeito por motivo de foro íntimo.
  • O caso voltou à presidência do STF para redistribuição.
  • Um novo sorteio definiu Cristiano Zanin como relator.