Novas regras do frete rodoviário entram em vigor: caminhoneiros ganham segurança e empresas enfrentam multas rigorosas por irregularidades.Tudo o que muda no pagamento do frete rodoviário a partir de hoje: mais segurança para o caminhoneiro
A partir de hoje, entram em vigor novas regras para o pagamento do frete rodoviário no Brasil, estabelecidas pelo governo federal com o objetivo de garantir mais transparência e segurança para os caminhoneiros, especialmente os autônomos. As mudanças também incluem punições rigorosas para empresas que descumprirem os prazos e formas de pagamento, com multas que podem chegar a R$ 10 milhões por irregularidade.
CIOT obrigatório: registro antes de iniciar o frete
Uma das principais mudanças é a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A partir de agora, nenhuma viagem pode ser iniciada sem que o CIOT seja gerado e registrado.
O CIOT será integrado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), permitindo que órgãos de fiscalização acompanhem os fretes em tempo real e garantindo que o caminhoneiro receba pelo valor correto estabelecido no contrato.
Fretes abaixo do piso mínimo não podem ser realizados
Outra novidade importante é que contratos de frete abaixo do valor mínimo legal não poderão ser executados. Sem o CIOT aprovado, a operação simplesmente não pode começar.
Essa medida visa impedir que embarcadores e empresas paguem menos do que o piso estabelecido, garantindo remuneração justa para os caminhoneiros e evitando conflitos ou paralisações.
Penalidades rigorosas para quem descumprir
A nova regulamentação prevê multas severas e punições para empresas que não seguirem as regras:
- Multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular.
- Multa específica de R$ 10.500 por cada frete realizado sem CIOT.
- Suspensão do registro RNTRC em casos de reincidência, impedindo a empresa de contratar frete por 30 a 45 dias.
- Perda da inscrição e proibição de contratar frete por até 2 anos em casos de reincidência grave.
Importante: as penalidades mais severas valem para quem contrata o frete, enquanto caminhoneiros autônomos não sofrem essas punições.
Por que as mudanças foram feitas
O governo federal afirma que as medidas têm como objetivo:
- Aumentar a transparência na contratação do frete;
- Evitar pagamentos abaixo do piso mínimo;
- Proteger os caminhoneiros autônomos;
- Reduzir conflitos e risco de paralisações no transporte.
O setor de transporte rodoviário enfrenta alta nos custos, especialmente com combustíveis, e a fiscalização mais rigorosa busca evitar que empresas explorem os profissionais pagando menos do que o piso legal.
Impacto para empresas e caminhoneiros
Com as novas regras, as empresas precisam ter mais atenção ao contratar fretes e garantir que todos os processos estejam de acordo com a lei. Para os caminhoneiros autônomos, a medida traz segurança e garantia de remuneração justa, sem risco de receber valores abaixo do piso.
Além disso, a integração do CIOT com o MDF-e permite mais controle e fiscalização, tornando o setor mais transparente e previsível.
Resumo das mudanças
- CIOT obrigatório: Tem que ser gerado antes de iniciar o frete.
- Conforme piso mínimo: Contratos abaixo do mínimo não poderão iniciar.
- Fiscalização integrada: CIOT + MDF-e com cruzamento de dados.
- Multas: Até R$ 10 milhões por irregularidade.
- Suspensão do registro: Empresas podem ser proibidas de contratar frete.
As mudanças trazem um novo marco para o transporte rodoviário no Brasil, garantindo mais transparência, segurança e valorização do caminhoneiro, ao mesmo tempo que impõem regras claras para as empresas contratantes.