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Malafaia afirma sofrer perseguição do STF durante culto com Flávio Bolsonaro no Rio

Durante culto no Rio, pastor afirmou não ter cometido crime e questionou inquérito das fake

O pastor Silas Malafaia declarou neste domingo (3) que estaria sendo alvo de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação foi feita durante um culto realizado na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O evento contou com a presença estratégica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reforçando os laços entre a liderança religiosa e o núcleo político conservador.

Críticas a Alexandre de Moraes e Liberdade de Expressão

Durante a cerimônia, Malafaia voltou a direcionar críticas ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por investigações em curso na Corte. O pastor afirmou que se tornou réu no Supremo por motivações políticas e defendeu que suas declarações estão protegidas pelo direito à liberdade de expressão.

Sem mencionar diretamente o processo, ele classificou suas falas como críticas “genéricas” e negou ter cometido qualquer tipo de crime contra as instituições.

Presença de Lideranças Políticas

O encontro religioso também reuniu outras figuras centrais da política fluminense e nacional ligadas ao PL:

  • Cláudio Castro: Governador do Rio de Janeiro.
  • Sóstenes Cavalcante: Deputado federal.
  • Douglas Ruas: Presidente da Alerj e nome cogitado para a disputa ao governo estadual.

As declarações do pastor ocorrem após o STF aceitar, por maioria, uma denúncia contra ele por injúria. O processo baseia-se em falas públicas onde Malafaia criticou autoridades e membros das Forças Armadas em abril de 2024.

"O inquérito é imoral e tem como objetivo silenciar opositores", afirmou Malafaia durante a pregação.

Por outro lado, o STF sustenta que as apurações seguem estritamente a Constituição Federal, com o objetivo de combater a desinformação e ataques coordenados às instituições democráticas. O caso segue em tramitação e aguarda julgamento definitivo, mantendo o clima de tensão entre o campo conservador e o Judiciário.