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| Haddad defende tributação de apostas online, corte de privilégios e ajuste do IOF para combater desigualdade e manter equilíbrio fiscal. Entenda o embate! |
A recente decisão do STF de suspender o decreto do IOF expôs o embate entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o ministro Fernando Haddad defendeu as novas medidas fiscais, ressaltando que o objetivo é fechar brechas tributárias, especialmente de setores como apostas online (bets) e fundos exclusivos, que movimentam bilhões sem pagar proporcionalmente.
“Estamos corrigindo distorções históricas. Quem ganha mais precisa pagar mais. É justiça fiscal, não aumento de imposto para a classe média”, disse Haddad.
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🔎 Por que o IOF virou polêmica
A suspensão do decreto do IOF, imposto cobrado em operações de câmbio e crédito, foi comemorada por parlamentares como vitória do Congresso. Para Haddad, porém, trata-se de uma questão de harmonia entre os poderes e de manter o equilíbrio fiscal acordado.
“Não é uma derrota do Congresso. É uma vitória para a democracia. Precisamos de regras claras para conter gastos sem receita correspondente”, pontuou.
🔎 Apostas online: o novo alvo do governo
O ministro criticou o setor de apostas esportivas online, que, segundo ele, foi tratado na gestão anterior como uma Santa Casa de Misericórdia, isento de impostos. Agora, a proposta é equiparar as bets a produtos como cigarro e bebidas alcoólicas: altamente lucrativos, socialmente sensíveis e que devem ser taxados.
🔎 Corte de privilégios e combate à desigualdade
Um dos pontos fortes do discurso de Haddad é a desigualdade social. O ministro trouxe dados alarmantes: o Brasil é mais desigual que 47 dos 54 países africanos, mesmo estando entre as 10 maiores economias do mundo.
“Não faz sentido 1% da população ter privilégios fiscais enquanto 99% pagam a conta. Precisamos de justiça fiscal para garantir crescimento sustentável”, defendeu.
🔎 E quem é contra?
Para a oposição, as medidas são vistas como aumento de carga tributária, risco à segurança jurídica e sinal de maior intervenção estatal. Parlamentares criticam o governo por buscar receita de forma “impositiva”, enquanto setores produtivos ainda se recuperam do impacto econômico dos últimos anos.
Haddad rebate: “Bloqueamos R$ 30 bilhões de despesas. Quem paga é o Executivo. Quem está sabotando o equilíbrio fiscal são setores que sempre escaparam.”
📅 O que vem por aí
A audiência de conciliação do IOF está marcada para o próximo dia 15. Enquanto isso, medidas como a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ainda aguardam consenso no Congresso.
“Eu não saio da mesa de negociação. Mas a conta não pode ficar só para quem sempre paga”, finalizou.
📌 Para quem é a favor: Haddad promete reequilibrar a balança tributária, mirando quem dribla impostos.
📌 Para quem é contra: Medidas podem aumentar a insegurança jurídica, travar investimentos e gerar disputa entre os Poderes.
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